Universo voo livre

Voo livre é considerado esporte radical com voo não motorizado, que utiliza as térmicas para realizar voos locais ou de grande distância, possibilitando alterar tanto a velocidade quanto a trajetória, e ainda escolher o local de pouso.

O voo é silencioso. O piloto pode perceber a estrutura espacial e as varições dos vórtices do escoamento atmosférico de maior ou menor dimensão em relação a dimensão da aeronave. Dessa forma distingue-se do paraquedismo, do BASE jumping e do balonismo, sendo mais próximo do voo das aves que plainam durante o movimento de ascensão ou deslocamento helicoidal. São consideradas principais as modalidades parapente e asa-delta.

Conheça algumas modalidades de voo livre

Parapente: Esporte radical semelhante ao paraquedas, pois também tem uma estrutura flexível e o piloto está suspenso. Pode ser utilizado para recreação e competição. O piloto é responsável por controlar a direção do voo e analisar as condições climáticas para a boa prática com auxílio do aparelho de GPS, variômetro, rádio e o capacete.

Asa delta: É um tipo de aeronave composta por tubos de alumínio, que proporcionam a sua rigidez estrutural, e uma vela feita de tecidos, que funciona como superfície que sofre forças aerodinâmicas, proporcionando a sustentação da asa-delta no ar. A origem deste nome, asa-delta, deu-se pela semelhança da letra grega delta, que tem forma de triângulo, como o formato da asa desta aeronave. O esporte chegou ao Brasil em 1974, quando o piloto francês Stephan Segonzac chamou a atenção ao decolar com uma asa-delta do alto do Corcovado, no Rio de Janeiro. Em 1975, aconteceu o 1º Campeonato Brasileiro de Voo Livre, e já há campeonatos mundiais desde 1976.

Balonismo: Esporte praticado com o balão de ar quente e também traz a sensação de estar pertinho do céu. O balão é considerado uma aeronave assim como avião, helicópteros e outros. Por esta razão o balão deve ter uma matricula (prefixo) registado junto à ANAC, seu piloto deve possuir uma licença (brevê) específico para a pratica do balonismo também emitido pela ANAC. Além disso o balão deve possuir uma apólice de seguro aeronáutico, um certificado de autorização de voo obrigatórios. Possui adeptos em todo o mundo. No Brasil, o esporte começou a popularizar-se a partir dos anos 90.

Planador: Também conhecido como voo a vela. Não possui motor e tem estrutura mais densa que o ar e com uma configuração aerodinâmica semelhante a de um avião, que se mantém voando graças às correntes ascendentes na atmosfera. Desde os anos 1980, todos os planadores de alto-rendimento passaram a ser construídos quase inteiramente de fibra de carbono (CFRP), material que permite menor peso com maior resistência estrutural e um acabamento superficial polido de baixíssimo atrito.

Paraquedismo:  Os paraquedistas saltam de aeronaves, ou lugares fixos (BASE jumping), fazendo uso de um paraquedas (uma vela dobrada desenhada a desdobrar-se aumentando sua superfície de contato com o ar) para diminuir sua velocidade de queda, sendo possível realizar saltos de grandes altitudes. Uma variação dessa modalidade é o Wingsuit, ou traje planador, que utiliza um macacão com asas para voos de alta performance. Os praticantes desta modalidade de paraquedismo são também chamados “bird-men” (“homens pássaro”).

Algumas informações importantes aos iniciantes do esporte

SEGURANÇA AÉREA

O voo é livre, mas não é por isso que não deve ser seguro. Entre os equipamentos de segurança, além do capacete, estão rádio, aparelho de GPS (que serve como mapa, mede a velocidade do vento e indica sua direção) e variômetro (que mostra quantos metros por segundo o piloto sobe ou desce e ainda mede temperatura e pressão atmosférica.

DE OLHO NO CLIMA

O piloto deve estar de olho no tempo antes e durante o voo – chuva está fora de cogitação. Para decolar, ele pode fazer um “voo de lift”, quando o vento bate na encosta da montanha e mantém o equipamento no ar. Já o voo de térmicas rola com bolhas de ar quente geradas pelo contato do sol com o chão. Essas bolhas, por serem menos densas que o ar ao redor, permitem que as asas e parapentes subam.

O Brasil é considerado o “Havaí do voo livre”.

Cidades como Patu (RN), Quixadá (CE), Governador Valadares (MG), Andradas (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Sapiranga (RS), Igrejinha (RS), Vicência (PE), Santo Antônio do Pinhal e Atibaia (SP), Santa Teresinha (BA), São Pedro (SP), Botucatu (SP), são locais de renome internacional na prática do esporte.

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